O que é o NUFEP?

 

O Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (NUFEP/UFF) está vinculado academicamente, ao Programa de Pós-graduação em Antropologia (PPGA) e administrativamente ao Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense. Criado em julho de 1994, concomitantemente ao PPGA, o NUFEP surgiu com a proposta de organizar um novo espaço na academia que congregasse os membros docentes e discentes independentemente das rotinas e ordenações inerentes à atividade acadêmica regular. Esta iniciativa partiu de um grupo de professores, estimulado pelo antropólogo Luiz de Castro Faria, na época Professor Emérito da UFF e da UFRJ e decano da disciplina no Brasil.

A partir de 2006, o NUFEP tornou-se a sede de um Núcleo de Excelência, dedicado a estudos empíricos e sociológicos na área da Segurança Pública e da Justiça Criminal, a partir de aprovação no Edital PRONEX, promovido pela FAPERJ e pelo CNPq.

Em fevereiro de 2009, o NUFEP tornou-se sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT-INEAC), projeto aprovado pelo CNPq, sendo uma das cento e vinte duas instituições de pesquisa contempladas em todas as áreas, no Brasil, uma das duas na área de segurança pública e a única da Universidade Federal Fluminense.

O NUFEP abriga pesquisadores em diferentes níveis de formação acadêmica, provenientes de diferentes disciplinas, tais como a Antropologia, Sociologia, Direito, História, Biologia, entre outras. Desta forma, pesquisadores doutores, mestres, doutorandos, mestrandos e alunos de graduação atuam conjuntamente nos diferentes projetos de pesquisa, fazendo dos mesmos um espaço de formação privilegiado.

Os projetos desenvolvidos buscam focalizar os processos de administração institucional de conflitos, em perspectiva comparada, em termos de diferentes realidades sociais e culturais. Nesta perspectiva, dois ambientes empíricos concentram as abordagens dos pesquisadores: as políticas públicas ambientais envolvendo pescadores artesanais e os sistemas de segurança pública e de justiça criminal. No primeiro, procura-se analisar a administração dos chamados conflitos ambientais envolvendo os pescadores de beira de praia, instituições do Estado e outros atores que participam das disputas por recursos naturais e pelo controle material e simbólico do espaço público. No segundo, busca-se analisar, também de forma comparada, os conflitos e as formas de administração de instituições e atores vinculados às áreas da Segurança Pública e da Justiça Criminal.